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Haverá sempre sabedoria
Livros, palavras, perfumes
Pincéis que percorrem telas e coloram sentires
Melodias que imperam
Haverá sempre artistas
Que fazem brotar notas musicais de recantos preciosos
Palavras que engendram poesia e mergulham
Nos mais impetuosos mares de sentimentos
Somente audíveis
Por aqueles que têm o poder de saber escutar
Haverá sempre força
Que nasce em cada palavra proferida do coração
Em cada amizade que se conquista
Em cada sorriso ofertado por nós, e feito nosso
Em cada presença verdade, em nossas vidas
Haverá sempre almas gentis, imensas, almas Grandes
Almas profundas, almas plenas de amor e sentimento
Almas que se revestem do que é simples mas puro
Almas sensíveis, sinceras e íntegras
Almas que emanam uma colossal presença, mesmo em silêncio, podemos senti-las...
Aprendamos a reconhecer os caminhos da luz
Ouçamos os sons do silêncio que escrevem a esperança
Saibamos encontrar-nos, procuremos a profundidade espiritual
Caminhemos no sentido do crescimento e da sabedoria.
(Cecília Vilas Boas)
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ACREDITAR
Ainda tenho partes de mim que esperam
Cantos de pássaros e afagos silenciosos
Partes de mim que acreditam no toque
No voo sibilino do vento que traz consigo a chuva que invade a terra
Memórias que guardo no peito
Que escrevem o repouso dos dias que vi partir
E recordam sombras ausentes de dias que vivi
Cultivo nas margens da vida as vozes que não esqueci
Adubo-as nos dias de sol e sinto-as crescer, tomar vida...
Quando as andorinhas voltam, olho-as com um sorriso nostálgico
Sei que chegou a primavera, os aromas
Pinto nos meus olhos as cores dos dias
E quando partem, pinto um imensurável adeus e fico à espera que regressem…
E partem... acompanho-as como se fosse uma asa feita de nuvem
Domo as brisas que partem para sul
E peço-lhes, em segredo, que me devolvam os rumores dos lírios
E o seu cheiro, e o seu encanto…
Ainda espero, o azul do céu, o afago dos sonhos
Ainda espero o que existe muito para além do olhar e do horizonte(...)
(Cecília Vilas Boas, excerto do poema ACREDITAR)
PALAVRAS
Amo-te, quando te escrevo
Invades-me com o teu olhar
Perco-me nas noites em que te descubro
Sinto-te no cheiro fecundo da terra molhada
E em silêncio, venero-te
Nesta paixão que me alimenta
Misteriosa a chama do amor
Forte o incenso que nos embriaga
Quero morrer em teus braços
Tocar a tua pele
Entregar-me ao desejo que nos une
Lancinante é a dor de sentir
Ardente é a voz do silêncio que nos escuta
Penosos são os dias, vazios de ti.
(Cecília Vilas Boas)
"Sabes amor? Trazes no teu sorriso rosado o desfolhar dos meus lábios..."
Cecilia Vilas Boas)
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"Guardei no bolso o sonho
Porque nos olhos já não cabia!
Era grande demais, e os olhos são pequenos…
O bolso, é fundo e escuro
Acomoda a eternidade do que é utópico (...)"
Cecília Vilas Boas
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POR TI
Por ti
Pintarei laivos metafóricos
Sonhos nas estrelas
Véus de cetim, lírios na noite
Dançarei à chuva
Pintarei laivos metafóricos
Sonhos nas estrelas
Véus de cetim, lírios na noite
Dançarei à chuva
Amar-te-ei nos ventos
Nos acordes prateados da lua
Por ti
Navegarei em barcos inventados
Serei brisa, astro luminoso
Nuvem, água nascente
(...)
Cecília Vilas Boas
Excerto do poema POR TI
Nos acordes prateados da lua
Por ti
Navegarei em barcos inventados
Serei brisa, astro luminoso
Nuvem, água nascente
(...)
Cecília Vilas Boas
Excerto do poema POR TI
PALAVRAS
O brilho dos olhos ilumina palavras
que escrevem páginas ocultas
dum livro que guardamos em recato.
Páginas com vida, com alma
ao folheá-las, podemos sentir o toque
dos momentos que couberam nas mãos do tempo
Gosto quando o dia finda, alma nasce
e as palavras, adormecem em silêncio
dentro de mim...
(Cecilia Vilas Boas, O Eco do Silêncio, Poemas)
que escrevem páginas ocultas
dum livro que guardamos em recato.
Páginas com vida, com alma
ao folheá-las, podemos sentir o toque
dos momentos que couberam nas mãos do tempo
Gosto quando o dia finda, alma nasce
e as palavras, adormecem em silêncio
dentro de mim...
(Cecilia Vilas Boas, O Eco do Silêncio, Poemas)
O ECO DO SILÊNCIO
O eco do silêncio é prazer, paixão, sonho.
São aromas inebriantes, que fazem as delicias do corpo e do espirito.
São toques aveludados das pétalas das rosas.
É o grito, ás entranhas da terra e é o pássaro de olhar puro que voa na melancolia da noite.
São perfumes de gerânios, é o mistico nevoeiro que abraça os bosques, nas noites em que as sílabas dormem.
São os violinos suspensos das asas das nuvens.
Sabes amor?
Trazes no teu sorriso rosado o desfolhar dos meus lábios.
(Cecilia Vilas Boas, O Eco do Silêncio, Poemas)
São aromas inebriantes, que fazem as delicias do corpo e do espirito.
São toques aveludados das pétalas das rosas.
É o grito, ás entranhas da terra e é o pássaro de olhar puro que voa na melancolia da noite.
São perfumes de gerânios, é o mistico nevoeiro que abraça os bosques, nas noites em que as sílabas dormem.
São os violinos suspensos das asas das nuvens.
Sabes amor?
Trazes no teu sorriso rosado o desfolhar dos meus lábios.
(Cecilia Vilas Boas, O Eco do Silêncio, Poemas)
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