Habito a casa
que me desabita
Passo ao longe a casa onde mora
o meu olhar
e a esperança
E doem-me as janelas abertas
das casas sem moradores
e os peitoris doutros corpos
Este tempo é do Deus em que não creio
(Daniel Faria, Poesia)
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ÍTACA
O que dói
É não poder apagar a tua ausência
e repetir dia após dia os mesmos gestos
O que dói
É o teu nome que ficou como mendigo
Descoberto em cada esquina dos meus versos
O que dói
É tudo mais aquilo que desteço
Ao tecer para ti novos regressos
(Daniel Faria)
GUARDA A MANHÃ
Guarda a manhã
Tudo o mais se pode tresmalhar
Porque tu és o meio da manhã
O ponto mais alto da luz
Em explosão
(Daniel Faria)
Tudo o mais se pode tresmalhar
Porque tu és o meio da manhã
O ponto mais alto da luz
Em explosão
(Daniel Faria)
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