Em que pensas
quando mordes os bagos
da romã que te entrego
com a minha mão
inteira
(Bárbara Pais)
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ILUSÃO INALIENÁVEL
Ora, quero lá saber da chuva,
do vento que uiva lá fora,
do rio furioso que transborda,
dos raios, dos trovões,
de todas as intempéries!
Quero antes aquecer ilusões
à lareira, todos os serões,
de portas e janelas bem fechadas,
para que das chuvas ácidas
que afogam esse mundo estranho
no meu mundo nunca entre nada!
(Bárbara Reis)
do vento que uiva lá fora,
do rio furioso que transborda,
dos raios, dos trovões,
de todas as intempéries!
Quero antes aquecer ilusões
à lareira, todos os serões,
de portas e janelas bem fechadas,
para que das chuvas ácidas
que afogam esse mundo estranho
no meu mundo nunca entre nada!
(Bárbara Reis)
ESPLANADA
Há agora uma só chávena
sobre a mesa da esplanada
e em frente a cadeira está vazia.
Gritam alto lembranças
que afogam a garganta
num mar de saudade de outro dia.
(Bárbara Pais)
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